ESTENOSE CAROTÍDEA

A estenose carotídea resulta de uma lesão de aterosclerose na circulação carotídea, que são as artérias que levam o fluxo sanguíneo para o cérebro. A consequência mais preocupante de uma lesão carotídea é a ocorrência de um acidente isquémico transitório (AIT) ou um acidente vascular cerebral (AVC).

O cirurgião vascular actua na prevenção, diagnóstico e tratamento das lesões carotídeas. O rastreio generalizado com ecodoppler carotídeo não é recomendando pelas principais sociedades científicas por não se associar a mais valia para a população.

No entanto, o rastreio deve ser ponderado em indivíduos com múltiplos factores de risco cardiovasculares (hipertensão arterial, dislipidemia, tabaco...).

O diagnóstico baseia-se na avaliação por ecodoppler carotídeo-vertebral, que permite a visualização da placa de ateroma e a quantificação do grau de estenose (obstrução da circulação).

Dependendo do grau de obstrução e da presença ou não de sintomas, o tratamento incluí tratamento farmacológico com antiagregante plaquetário (mais frequentemente a Aspirina), estatina e controlo dos factores de risco cardiovasculares. Nas estenoses mais severas é necessário a intervenção cirúrgica com a remoção da placa de aterosclerose (endarterectomia carotídea). Pode também ser realizado tratamento por cateterismo, mas que devido ao maior risco que o  procedimento acarreta deve ser reservado para casos bem definidos.

O Cirurgião Vascular ocupa um lugar central na gestão do doente com estenose carotídea. Uma vez que é um profissional que reúne as habilitações de diagnóstico por ecodoppler, tratamento medicamentoso, tratamento cirúrgico com endarterectomia carotídea e tratamento por cateterismo com stent carotídeo, deve acompanhar o doente em todo o percurso.

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©2020 by Dr. Vitor Ferreira.